Decreto nº 33.775/2020
PRORROGA O ISOLAMENTO SOCIAL NO ESTADO DO CEARÁ, RENOVA A POLÍTICA DE REGIONALIZAÇÃO DAS MEDIDAS DE ISOLAMENTO SOCIAL, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
DECRETO Nº 33.775, DE 18 DE OUTUBRO DE 2020.
PRORROGA O ISOLAMENTO SOCIAL NO ESTADO DO CEARÁ, RENOVA A POLÍTICA DE REGIONALIZAÇÃO DAS MEDIDAS DE ISOLAMENTO SOCIAL, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
O GOVERNADOR DO ESTADO DO CEARÁ, no exercício de suas atribuições legal e constitucionalmente estabelecidas, e;
CONSIDERANDO o disposto no Decreto Legislativo nº 543 , de 03 de abril de 2020 e no Decreto
nº 33.510, de 16 de março de 2020, que, respectivamente, reconhecem e decretam, no Estado do Ceará, estado de calamidade pública e situação de emergência em saúde decorrentes da COVID - 19;
CONSIDERANDO a seriedade e o comprometimento com que o Estado vem pautando sua postura
no enfrentamento da pandemia desde o seu início em território cearense, sempre primando pela adoção de medidas alinhadas às recomendações, relatórios e dados técnicos das equipes de saúde, todas, inclusive, respaldadas pelo Comitê Estadual de Enfrentamento da COVID-19;
CONSIDERANDO que, a partir do Decreto nº 33.608 , de 30 de maio de 2020, além da prorrogação
do isolamento social no Estado, passou-se a adotar, no âmbito estadual, a política de sua regionalização no Estado, com a previsão de medidas mais restritivas para municípios com dados da COVID-19 mais preocupantes;
CONSIDERANDO que, em face de indicadores favoráveis da COVID-19 observados pelas autoridades da saúde, foi possível, com a necessária segurança, dar início ao processo gradual de liberação responsável das atividades econômicas e comportamentais no Estado, nos termos do Decreto nº 33.608 , de 30 de maio de 2020;
CONSIDERANDO que, com o Decreto nº 33.761 , de 10 de outubro de 2020, foi prorrogado o isolamento social e renovada a sua regionalização em todo o Estado;
CONSIDERANDO que o cenário da pandemia em todo Estado ainda inspira cautela e atenção, não se podendo, no entendimento dos especialistas da saúde, prescindir, no atual estágio em que estamos do avanço da doença, do isolamento social e de sua regionalização como políticas públicas de enfrentamento da pandemia, comprometidas, acima de tudo, com a vida do cidadão,
CONSIDERANDO que a Secretaria da Saúde, desde o princípio do processo de reabertura responsável das atividades econômicas e comportamentais no Ceará, vem acompanhando de perto os dados epidemiológicos da pandemia em todos os municípios e regiões do Estado, a fim de respaldar as decisões de governo acerca da manutenção ou liberação de novas atividades; DECRETA:
CAPÍTULO I DO ISOLAMENTO SOCIAL
Art. 1º Até o dia 25 de outubro de 2020, ficam prorrogadas, no Estado do Ceará, as medidas de isolamento social previstas no Decreto nº 33.519 , de 19 de março de 2020, e suas alterações posteriores, sem prejuízo da observância ao disposto neste Decreto.
Art. 2º Na prorrogação do isolamento social, permanecem em vigor todas as medidas gerais e regras de isolamento social previstas no
Capítulo II, do Decreto nº 33.608 , de 30 de maio de 2020, e edições subsequentes, observado o seguinte:
I - suspensão de eventos ou atividades com risco de disseminação da COVID - 19, conforme previsão no art. 3º, do Decreto nº 33.608 , de 30 de maio de 2020, ressalvado o disposto neste Decreto;
II - manutenção do dever especial de proteção em relação a pessoas do grupo de risco da COVID-19, na forma do art. 4º, do Decreto nº 33.608 , de 30 de maio de 2020, ressalvada a possibilidade da prática de atividades físicas individuais realizadas ao ar livre, desde que com o uso de máscara de proteção;
III - recomendação para a permanência das pessoas em suas residências como forma de evitar a disseminação da COVID-19;
IV - controle do uso das áreas e equipamentos de lazer de condomínios verticais e horizontais e vedação à utilização desses espaços e equipamentos em condomínios preponderantemente de temporada ou veraneio, na forma e termos do
§ 3º, incisos I a VI, e
§ 4º, do art. 1º, do Decreto nº 33.617 , de 06 de junho de 2020 e do
§ 4º, do art. 1º, do Decreto nº 33.631 , de 20 de junho de 2020, ressalvado o disposto no
§ 6º, deste artigo;
V - vedação à entrada e permanência em hospitais, públicos ou particulares, de pessoas estranhas à operação da respectiva unidade, à exceção de pacientes, seus acompanhantes e profissionais que trabalhem no local;
VI - adoção pelas atividades e serviços liberados, inclusive os prestados por órgãos e entidades públicas, de meios remotos de trabalho sempre que viáveis técnica e operacionalmente.
§ 1º Durante o estado de calamidade pública decorrente da COVID19, permanece em vigor o dever geral de proteção individual no Estado do Ceará consistente no uso obrigatório de máscara de proteção por todos aqueles que, independente do local de destino ou naturalidade, ingressarem
no território estadual, bem como por aqueles que precisarem sair de suas
residências, especialmente quando do uso de transporte público, individual
ou coletivo, ou no interior de estabelecimentos abertos ao público, ficando
excepcionado(a)s dessa vedação:
I - as pessoas com transtorno do espectro autista, com deficiência intelectual, com deficiências sensoriais ou com quaisquer outras deficiências que as impeçam de fazer o uso adequado de máscara de proteção facial, conforme declaração médica;
II - as crianças com menos de 3 (três) anos de idade;
III - aqueles que, utilizando máscara de proteção, estiver sentado
à mesa de estabelecimento para alimentação fora do lar e tiver de retirá-la
exclusivamente durante a consumação.
§ 2º Continuam autorizadas a voltar ao trabalho as pessoas em
atividades liberadas acima de 60 (sessenta) anos ou com fatores de risco da
COVID-19 que tenham comprovação de imunidade ou de adoecimento há mais
de 30 (trinta) dias, nos termos do Decreto nº 33.627 , de 13 de junho de 2020.
§ 3º O dever especial de proteção a que se refere o inciso II, do
"caput", deste artigo, em relação às pessoas de idade igual ou inferior a 60
(sessenta) anos, segue sendo aplicável somente aquelas que forem portadoras
de cardiopatia grave, diabetes insulino dependente, de insuficiência renal
crônica, asma grave, doença pulmonar obstrutiva crônica, obesidade mórbida,
doenças neoplasias malignas, imunodeprimidas e em uso de medicações
imunodepressores ou outras enfermidades que justifiquem, segundo avaliação
e atestado médico, o isolamento mais restritivo, conforme previsão do
§ 6º,
do art. 1º, do Decreto nº 33.631 , de 20 de junho de 2020.
§ 4º Durante o isolamento social, permanecerão autorizadas as
seguintes atividades:
I - a operação do serviço de transporte intermunicipal de passageiros
no Estado do Ceará, regular e complementar, desde que cumpridas todas as
medidas sanitárias específicas para o setor, sem prejuízo do atendimento ao
disposto no
§ 6º, do art. 2º, do Decreto nº 33.645 , de 4 de julho de 2020;
II - a circulação de pessoas, para a prática esportiva individual, em
espaços públicos e privados acessíveis ao público, desde que observadas
pelos frequentadores todas as medidas de proteção previstas neste Decreto,
tais como uso obrigatório de máscara e distanciamento mínimo, vedando-se,
em todo caso, qualquer tipo de aglomeração;
III - a operação do serviço metroviário de Sobral e do Cariri (VLT),
devendo a respectiva operação guardar conformidade com as medidas
sanitárias estabelecidas para a segura prestação do serviço.
§ 5º Nos municípios do Estado, permanecerão autorizadas nos
condomínios de temporada ou veraneio as atividades previstas no
§ 6º, do art. 2º, do Decreto nº 33.737 , de 12 de setembro de 2020. observadas as
condições e medidas sanitárias previstas nesse dispositivo.
CAPÍTULO II DA REGIONALIZAÇÃO DO ISOLAMENTO SOCIAL
Art. 3º No âmbito da política de regionalização do isolamento social no
Estado do Ceará, os municípios cearenses poderão, por ato normativo próprio,
para enfrentamento da COVID-19, adotar outras medidas de maior rigor em
relação às previstas neste Decreto, buscando atender a particularidades locais,
segundo critérios epidemiológicos e fatores relacionados à disponibilidade
de leitos para atendimento da população afetada pelo vírus.
§ 1º Em função dos dados epidemiológicos verificados pelas
autoridades da saúde, deixa-se recomendação aos municípios de Crateús, Icó,
Russas, Juazeiro do Norte e Tauá para que reforcem a fiscalização e adotem
medidas de isolamento social mais restritivas para conter a disseminação da
COVID-19, especialmente quanto à redução de aglomerações.
§ 2º No combate à COVID-19, os municípios cearenses não poderão:
I - adotar medidas de isolamento social menos restritivas do que as
estabelecidas neste Decreto;
II - proceder à liberação de outras atividades econômicas e
comportamentais diferentes daquelas autorizadas nas respectivas localidades,
nos termos deste Decreto.
§ 3º O Estado, por seus órgãos competentes, prestará aos municípios
o apoio necessário para a implementação do isolamento social previsto na
forma deste artigo.
CAPÍTULO III DAS ATIVIDADES ECONÔMICAS E COMPORTAMENTAIS
Seção I Das atividades de ensino
Art. 4º No município de Fortaleza e da Região de Saúde de Fortaleza,
continuam autorizadas, desde que cumpridos os Protocolos Geral e Setorial
18 (Anexo II, deste Decreto), as seguintes atividades educacionais presenciais,
conforme Tabela I, do Anexo I, deste Decreto:
I - educação de Jovens e Adultos (EJA), limitada a 35% (trinta e
cinco por cento) da capacidade de alunos desse nível de ensino;
II - 9º ano Ensino Fundamental, limitada a 35% (trinta e cinco por
cento) da capacidade de a alunos desse nível de ensino;
III - 3ª série do Ensino Médio (inclusive a integrada com ensino
profissional), limitada a 35% (trinta e cinco por cento) da capacidade de
alunos desse nível de ensino;
IV - 1º ano e 2º ano Ensino Fundamental, limitados a 35% (trinta e
cinco por cento) da capacidade de alunos desses níveis de ensino;
V - educação infantil, redes pública e privada, limitada a 50%
(cinquenta por cento) da capacidade de alunos desse nível de ensino.
§ 1º A capacidade de atendimento das atividades previstas nos
incisos II e III, deste artigo, se forem ocorrer cumulativamente no mesmo
estabelecimento, poderão ser somadas, de acordo com a decisão da escola,
devendo, nesse caso, o total da capacidade de alunos dos dois níveis de ensino
não ultrapassar o limite de 70% (setenta por cento).
§ 2º Continuam autorizadas, nos municípios a que se refere o "caput",
deste artigo, as atividades educacionais presenciais previstas no art. 5º, deste
Decreto, já liberadas nos termos da Tabela II, de seu Anexo I.
Art. 5º Nos municípios das Regiões de Saúde Norte, do Sertão Central
e do Litoral Leste/Jaguaribe, continuam autorizadas, desde que respeitados
os Protocolos Geral e Setorial 18 (Anexo II, deste Decreto), as seguintes
atividades educacionais presencias, conforme previsto na Tabela II, do Anexo
I, deste Decreto;
I - educação infantil na rede privada de ensino, limitada a 30% (trinta
por cento), sem contato físico, da capacidade de alunos desse nível de ensino;
II - atividades extracurriculares de idiomas de músicas e de
informática, até o limite da capacidade;
III - atividades extracurriculares que correspondam a nível de ensino
que esteja liberado nos termos deste Decreto, observadas a capacidade de
alunos e as regras sanitárias estabelecidas para as atividades de cada nível
de ensino liberado;
IV - aulas práticas e estágios do ensino superior para concludentes
e não concludentes, até a capacidade total de alunos desse nível de ensino;
V - apoio à educação previstas na Tabela II, do Anexo I, deste
Decreto, até a capacidade total de atendimento;
Parágrafo único. No tocante às avaliações educacionais autorizadas
na forma do inciso V, deste artigo, os estabelecimentos de ensino situados em
municípios liberados para a educação presencial, nos termos deste Decreto,
deverão observar o seguinte:
I - as avaliações poderão ser realizadas facultativamente na forma
presencial até o limite máximo de alunos liberados para as aulas presenciais
nos termos deste Decreto;
II - não poderá a opção pela avaliação presencial importar em
diferenciação, de qualquer natureza, de critérios de avaliação com relação
aos alunos que optarem pelo sistema de avaliação remoto.
Art. 6º Os estabelecimentos de ensino, público ou privado, deverão,
sempre a critério dos pais e responsáveis, oferecer aos alunos a opção pelo
ensino presencial ou remoto, sendo garantida, para os que assim optarem, a
permanência na modalidade integralmente remota.
§ 1º As atividades a que se refere este artigo deverão respeitar os
distanciamentos, os limites de ocupação, além de todas as demais medidas
sanitárias previstas no Protocolo Geral e Protocolo Setorial nº 18 constantes
do Anexo II, deste Decreto.
§ 2º As atividades autorizadas na forma deste artigo serão fiscalizadas
rigorosamente pelos órgãos públicos competentes quanto ao atendimento
das medidas sanitárias estabelecidas para funcionamento do setor, ficando a
liberação de novas atividades de ensino condicionada à avaliação favorável
dos dados epidemiológicas relativos à COVID-19.
§ 3º Fica ratificada, para os fins do disposto na Lei nº 17.208 , de 11
de maio de 2020, a manutenção do Plano Estadual de Contingenciamento
do novo Coronavírus.
Seção II Das atividades no município de Fortaleza e nos municípios da Região de
Saúde de Fortaleza
Art. 7º O município de Fortaleza e os municípios da Região de Saúde
de Fortaleza permanecerão na Fase 4 do Processo de Abertura Responsável das
Atividades Econômicas e Comportamentais no Estado do Ceará, observadas
as especificidades previstas nesta Seção.
§ 1º Nos municípios de que trata esta Seção, fica reduzida para 100
(cem) pessoas a lotação máxima para eventos sociais, festas e shows.
§ 2º No município de Fortaleza e nos municípios da Região de Saúde
de Fortaleza, continuam vedado(a)s:
I - comércio ambulante ou em banca/estrutura provisória de bebidas
alcoólicas;
II - as aulas presenciais em universidades e nas escolas da rede de
ensino público e privado do Estado, ressalvado o disposto no art. 4º, deste
Decreto;
III - o funcionamento de bares e clubes, salvo, neste último caso,
para as atividades previstas no inciso X, do
§ 4º, do art. 5º, do Decreto n.º
33.737 , de 12 de setembro de 2020.
§ 3º Nos municípios de que trata este artigo, continuam liberadas as
atividades já autorizadas anteriormente à publicação deste Decreto.
§ 4º O desempenho de quaisquer atividades já liberadas deverá
guardar absoluta conformidade com as medidas sanitárias previstas nos
correspondentes protocolos gerais e setoriais, devidamente homologados
pela Secretária da Saúde.
Seção III Das atividades nos municípios da Região de Saúde Norte, do Sertão
Central e do Litoral Leste/Jaguaribe.
Art. 8º Os municípios das Regiões de Saúde Norte, do Sertão Central e do Litoral Leste/Jaguaribe permanecerão na Fase 4 do Processo de Abertura Responsável das Atividades Econômicas e Comportamentais no Estado do
Ceará, observadas as especificidades previstas nesta Seção.
§ 1º Nos municípios de que trata esta Seção, permanece em 100 (cem) pessoas a lotação máxima para eventos.
§ 2º Nos municípios Regiões de Saúde Norte, do Sertão Central e do Litoral Leste/Jaguaribe, estão vedado(a)s:
I - comércio ambulante ou em banca/estrutura provisória de bebidas alcoólicas;
II - transporte aquaviário para passeios turísticos;
III - as aulas presenciais em universidades e nas escolas da rede de ensino público e privado do Estado, ressalvado o disposto no art. 5º, deste Decreto;
IV - o funcionamento de bares e clubes, salvo, neste último caso, para as atividades previstas no inciso I, do
§ 3º, do art. 7º, do Decreto nº 33.737 ,
de 12 de setembro de 2020.
§ 3º No município a que se refere este artigo, continuam liberadas as atividades já autorizadas anteriormente à publicação deste Decreto.
§ 4º O desempenho de quaisquer atividades já liberadas deverá guardar absoluta conformidade com as medidas sanitárias previstas nos correspondentes
protocolos gerais e setoriais, devidamente homologados pela Secretária da Saúde.
Seção IV Das atividades nos municípios das Regiões de Saúde do Cariri
Art. 9º Os municípios integrantes da Região de Saúde Cariri permanecerão na Fase 4 do Processo de Abertura Responsável das Atividades Econômicas
e Comportamentais no Estado do Ceará.
§ 1º Nos municípios da Região de Saúde Cariri, estão vedado(a)s:
I - comércio ambulante ou em banca/estrutura provisória de bebidas alcoólicas;
II - a realização de eventos, espetáculos e transporte aquaviário para passeios turísticos;
III - as aulas presenciais em universidades e nas escolas da rede de ensino público e privado do Estado, ressalvado o disposto no inciso IV, do
§ 5º,
do art. 9º, do Decreto nº 33.737 , de 12 de setembro de 2020.
IV - o funcionamento de bares, cinemas, teatros e clubes, salvo, neste último caso, para as atividades previstas no inciso I, do
§ 1º, deste artigo.
§ 2º No município a que se refere este artigo, continuam liberadas as atividades já autorizadas anteriormente à publicação deste Decreto.
§ 3º O desempenho de quaisquer atividades já liberadas deverá guardar absoluta conformidade com as medidas sanitárias previstas nos correspondentes
protocolos gerais e setoriais, devidamente homologados pela Secretária da Saúde.
CAPÍTULO IV DAS MEDIDAS DE PROTEÇÃO SANITÁRIA
Art. 10. Os estabelecimentos autorizados a funcionar, nos termos deste Decreto, deverão zelar pela obediência a todas medidas sanitárias estabelecidas
para o funcionamento seguro da respectiva atividade.
§ 1º Constatada qualquer infração ao disposto no "caput", deste artigo, será o estabelecimento autuado pelo agente de fiscalização e advertido da
irregularidade cometida, a fim de que não mais se repita.
§ 2º Se, após a autuação prevista no
§ 1º, deste artigo, o estabelecimento tornar a infringir as regras sanitárias, será novamente autuado, ficando, de
imediato, suspensas as suas atividades por 7(sete) dias.
§ 3º Suspensas nos termos do
§ 2º, deste artigo, o retorno das atividades condiciona-se à avaliação favorável de inspeção quanto ao atendimento das
medidas sanitárias, devendo o responsável pelo estabelecimento comprometer-se, por termo subscrito, a não mais incorrer na infração cometida, sob pena
de novas suspensões de atividades pelo dobro do prazo anteriormente estabelecido.
§ 4º Ao interessado é permitida a apresentação de defesa contra o auto de infração diretamente no órgão ao qual pertence o agente de fiscalização.
§ 5º O Estado, através da Secretaria da Saúde do Estado, da Polícia Civil, da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Estadual, auxiliará os agentes
municipais para os fins deste artigo, sem prejuízo de sua atuação concorrente.
§ 6º O disposto nesta
Seção não afasta a responsabilização civil e criminal, esta nos termos do art. 268, do Código Penal, que prevê como crime
contra a saúde pública o ato de infringir determinação do Poder Público destinada a impedir a introdução ou propagação de doença contagiosa.
CAPÍTULO V DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 11. A Secretaria da Saúde, de forma concorrente com os demais órgãos estaduais e municipais competentes, se encarregará da fiscalização
do cumprimento do disposto neste Decreto, competindo-lhe também o monitoramento dos dados epidemiológicos, para fins de avaliação e permanente
acompanhamento das medidas estabelecidas para abertura responsável das atividades econômicas e comportamentais.
Art. 12. Para atendimento aos fins deste Decreto, continuam autorizados, no Estado, os serviços de assessorias e consultorias imprescindíveis ao cumprimento pelas atividades liberadas das medidas sanitárias previstas nos protocolos gerais e setoriais correspondentes.
Art. 13. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
PALÁCIO DA ABOLIÇÃO, DO GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ, em Fortaleza, 18 de outubro de 2020.
Camilo Sobreira de Santana
GOVERNADOR DO ESTADO
Os anexos encontram-se disponíveis, ainda, no órgão público.
(DOE de 18 de outubro de 2020)
CAPÍTULO I
DO ISOLAMENTO SOCIAL
Art. 1
Art. 2
CAPÍTULO II
DA REGIONALIZAÇÃO DO ISOLAMENTO SOCIAL
Art. 3
CAPÍTULO III
DAS ATIVIDADES ECONÔMICAS E COMPORTAMENTAIS
Seção I
Das atividades de ensino
Art. 4
Art. 5
Art. 6
Seção II
Das atividades no município de Fortaleza e nos municípios da Região de
Art. 7
Seção III
Das atividades nos municípios da Região de Saúde Norte, do Sertão
Art. 8
Seção IV
Das atividades nos municípios das Regiões de Saúde do Cariri
Art. 9
CAPÍTULO IV
DAS MEDIDAS DE PROTEÇÃO SANITÁRIA
Art. 10
CAPÍTULO V
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 11
Art. 12
Art. 13
×
Atos vinculados/indexados
Atos que alteram, regulamentam ou revogam este Decreto
Nenhum Ato.
Atos que são alterados, regulamentados ou revogados por este Decreto
Decreto nº 33519/2020 de 19/03/2020