Texto vigenteEstadual · Rio de Janeiro

Decreto nº 47.194/2020

INCLUI O § 4º, DO ART. 4º DO DECRETO Nº 47.112, DE 05 DE JUNHO DE 2020 E DISPÕE

DECRETO Nº 47.194 DE 04 DE AGOSTO DE 2020

INCLUI O

§ 4º, DO ART. 4º DO DECRETO Nº 47.112 , DE 05 DE JUNHO DE 2020 E DISPÕE

SOBRE AS MEDIDAS DE ENFRENTAMENTO DA PROPAGAÇÃO DO NOVO CORONAVI´RUS (COVID-19), EM DECORRÊNCIA DA SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA.

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, no uso das

atribuições constitucionais e legais,

CONSIDERANDO:

a decisão da Organização Mundial da Saúde OMS, no dia de 11

de março de 2020, de declarar como Pandemia a doença causada

pelo Novo Coronavírus (COVID19);

- o estado de calamidade pública reconhecido oficialmente no Brasil

por meio do Decreto Legislativo nº 06 , de 20 de março de 2020, que

autoriza o Poder Público a adotar condutas temporárias e excepcionais, a fim de superar uma situação de crise;

que a COVID19 se espalha de forma rápida e facilmente entre pessoas que estão em contato próximo, ou por meio de tosses e dos

espirros;

- que a situação excepcional demanda o emprego urgente de medidas

de prevenção, controle e contenção de riscos, danos e agravos à

saúde pública, a fim de evitar a disseminação da doença no País;

- o estado de quarentena vigente em grande parte do País, inclusive

com o estabelecimento do teletrabalho para setores não essenciais do

serviço público;

- que uma das medidas recomendadas para prevenção e contenção

do vírus é evitar aglomerações e reduzir o contato social;

- que, até a presente data, já foram realizadas ao menos (3) audiências públicas virtuais no Estado do Rio de Janeiro, todas bem sucedidas e em plena consonância à legislação vigente;

- que, conforme restou reconhecido em decisão da Presidência do Supremo Tribunal Federal, no âmbito da Medida Cautelar na Suspensão

de Tutela Provisória 469 Rio de Janeiro:

"a Administração Pública não pode ficar paralisada, por causa

disso, como paralisada não está a administração da Justiça,

adotadas as cautelas e recomendações médicas indicadas

para mitigar os efeitos dessa pandemia.

Não se discute a importância da realização do referido licenciamento ambiental, tampouco a necessidade de que esse

ato ocorra com a participação popular e de todos os interessados, da forma mais ampla possível.

O que não parece admissível, contudo, é impedir o prosseguimento desse processo, presumindo-se que a realização

dessa audiência pública, por meio virtual, de antemão, impedirá a efetiva participação dos interessados.

A nova realidade que todos vivenciamos, em razão dessa

pandemia, impõe a adoção de novos hábitos, em que encontros presenciais, que gerem grande aglomeração de pessoas,

como seria essa audiência pública, se convocada presencialmente, estão suspensos por tempo indeterminado, sem previsão de retorno.

Paralisar totalmente a gestão pública, por causa disso, não

se afigura possível, tampouco razoável, menos ainda, por

meio de decisão judicial, que lança Juízo de valor sobre o

próprio objeto do ato que ensejou a realização da audiência,

ou calcada em mera presunção de que a participação popular não ser ia assegurada.

Referida decisão constitui ameaça de grave lesão à ordem

pública, devendo ser suspensa, porque em hipóteses como a

presente, apenas o exame da estrita legalidade do ato poderia ser efetuado pelo Poder Judiciário, sob pena de grave

violação ao princípio da separação dos poderes, insculpido

no artigo 2º da Constituição Federal .",

DECRETA:

Art. 1º O Decreto nº 47.112 , de 05 de junho de 2020, passa a vigorar com as seguintes alterações:

"(...)

Art. 4º (...)

§ 4º Todas as audiências públicas presenciais, no âmbito

da administração Estadual, deverão ocorrer de forma exclusivamente virtual, em prestígio aos princípios da continuidade

dos serviços da administração e da supremacia do interesse

público."

Art. 2º Ficam recepcionados e permanecem válidos e vigentes os

processos de licenciamento e os demais atos normativos que não

contrariem o presente Decreto.

Art. 3º Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação.

Rio de Janeiro, 04 de agosto de 2020

WILSON WITZEL