Resolução Consun nº 16/2021
Aprova a alteração da Política de Internacionalização da Unochapecó.
RESOLUÇÃO Nº 16/CONSUN/2021
(Revogada pela Resolução Consun nº 9 /2024)
(Revogada pela Resolução Consun nº 8 /2024)
Aprova a alteração da Política de Internacionalização da Unochapecó.
O Presidente do Conselho Universitário da Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó), Prof. Claudio Alcides Jacoski, no uso de suas atribuições estatutárias e
considerando a aprovação da matéria no Conselho Gestor, bem como deliberação do Consun, RESOLVE:
Art. 1º Aprovar a alteração da Política de Internacionalização da Unochapecó, em anexo a esta resolução e dela fazendo parte, nos termos do parecer nº 058/C.GESTOR/2021 e ata nº 003/CONSUN/2021.
Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogando-se a Resolução nº 8 /CONSUN/2018.
Publique-se.
Chapecó, 30 de setembro de 2021.
ANEXO RESOLUÇÃO Nº 016/CONSUN/2021, DE 30 DE SETEMBRO DE 2021
POLÍTICA DE INTERNACIONALIZAÇÃO DA UNOCHAPECÓ Comissão elaboradora da Política de Internacionalização da Unochapecó, nomeada pela PORTARIA Nº 92 /REITORIA/2020.
Coordenação e Organização Professora Rosane Natalina Meneghetti Silveira Assessoria de Relações Nacionais e Internacionais da Unochapecó Participações Carolina Riviera Duarte Maluche Baretta;
Giovanni Olsson;
Liana Sonza;
Luiz Henrique Maisonnett;
Marcos Ferasso;
Rodrigo Barichello;
Vanessa da Silva Corralo.
1 APRESENTAÇÃO A Política de Internacionalização da Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó) tem como objetivo definir e nortear as suas ações de internacionalização relativas ao ensino, à pesquisa, à extensão e à inovação em consonância com as disposições do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI). Esta política contempla o contexto histórico da internacionalização no âmbito global, nacional e institucional, além de estabelecer os objetivos e o papel estratégico da internacionalização na Unochapecó, visando ampliar a sua inserção internacional e conectada com as demandas sociais e culturais.
2 CONTEXTUALIZAÇÃO DA INTERNACIONALIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO SUPERIOR A Internacionalização das Instituições de Ensino Superior (IES), por meio das diferentes maneiras de cooperação, pode ser uma estratégia para a melhoria da qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão. Isso pode ser verificado por meio dos resultados apontados pelos rankings nacionais e internacionais, que avaliam as IES e que, recentemente, passaram a incluir o quesito Internacionalização ou international outlook como um dos elementos importantes a serem pontuados (LEAL; STALLIVIERI; MORAES, 2017).
É fato que a internacionalização da educação superior foi, em parte, determinada e influenciada pela globalização das economias e sociedades, pela revolução tecnológica e pela crescente importância do conhecimento. Por ser um fenômeno dinâmico e em constante evolução, fundamentado em uma combinação de motivações políticas, econômicas, socioculturais e acadêmicas, o movimento de internacionalização das IES em todo o mundo (desenvolvido e em desenvolvimento) tem ocorrido de forma a responder, diversa e localizada, a esta complexa combinação (OECD et al, 2012).
A Internacionalização é um processo em constante evolução, que permite que a academia encontre, em suas parcerias, ações de colaboração e desenvolvimento conjunto de projetos de pesquisa, além da formação de seus estudantes de forma mais ampla e com um conceito globalizado. As IES precisam ter clareza dos objetivos e das metas que pretendem alcançar. Estas perspectivas, transformadas em planos, deverão ser confirmadas em ações a cargo das lideranças da organização.
Pode-se dizer que o processo de internacionalização do ensino superior envolve uma ruptura de paradigmas no ensino vigente até meados do século XX, pois coloca sobre a universidade a responsabilidade de pensar em novas formas de ensino para atender a um público globalizado/internacional.
No Brasil, a inserção das universidades no cenário internacional teve mais impacto após o lançamento do programa do governo federal, Ciência sem Fronteiras, iniciado em 2010, com o objetivo de promover a consolidação, a expansão e a internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional (BRASIL, 2011).
Foi então que muitas universidades passaram a inserir novas alternativas de resposta para essa demanda, criando programas de recepção de estrangeiros, cursos preparatórios de idiomas, oferta de disciplinas em língua estrangeira, pesquisas conjuntas com instituições de diferentes países, busca por novos parceiros internacionais, dentre outras, as quais serviram para iniciar ou consolidar o processo de internacionalização da instituição e sua inserção internacional.
Em 2017, o governo brasileiro lançou um novo edital, com foco nos programas de pós-graduação das universidades brasileiras, chamado Capes Print. O programa tem como objetivo principal estimular o avanço institucional na internacionalização das Instituições de Ensino Superior, buscando a competitividade e a visibilidade na produção científica do país. Dentre suas estratégias, o projeto prevê a internacionalização do ensino, por meio da incorporação de temas internacionais nas aulas de pós-graduação (BRASIL, 2017).
Para participação em ambos os programas, as universidades brasileiras precisaram criar, repensar e inovar suas estratégias e atividades relacionadas à internacionalização, assim como elaborar políticas institucionais e planejamento estratégico de internacionalização, para sua inserção no cenário acadêmico internacional. Uma das ações mais evidentes nesse processo foi à mobilidade acadêmica de estudantes e professores, aumentando o número de estrangeiros nas universidades.
Nesse sentido, o país, de uma forma geral, vem buscando o diálogo entre as diferentes esferas da educação superior no sentido de flexibilizar o currículo, torná-lo mais atrativo e coerente com as dinâmicas do mundo moderno. No Brasil, os planos de internacionalização procuram observar as determinações propostas pelas agências governamentais como a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que sinalizam alguns direcionamentos e ações para a gestão da cooperação internacional.
No entanto, é importante ressaltar que as políticas de internacionalização das IES são primordialmente determinadas pelo que se entende por `internacionalização`, sempre tendo claro o porquê e como internacionalizar. Assim como o termo `internacionalização` pode apresentar diversos significados de acordo com a área ou a ideologia de quem o usa, a internacionalização de IES também tem sido afeita a diversas interpretações.
Nessa perspectiva, o objetivo da internacionalização no nível institucional, segundo o "Guia de universidades para o mundo" (2018), serve para articular o global para melhorar a qualidade de vida e o desenvolvimento local; melhorar qualidade, pertinência, relevância do ensino, da pesquisa e da extensão; articular a instituição no contexto mundial da educação superior; abrir novos espaços para projeção internacional e a vinculação com redes acadêmicas; consolidar valores como a cooperação e a solidariedade na cultura institucional; ampliar oportunidades de inserção dos formandos no mercado de trabalho.
Entende-se, pois, que a política que conduz essas ações deve ser entendida por toda a instituição e fazer parte da cultura organizacional da universidade.
Neste contexto, tornar a Unochapecó um ator eficaz no processo de internacionalização é primordial para destacar a sua missão como instituição comunitária de nível superior comprometida com a qualidade do ensino, pesquisa, extensão e inovação.
3 CONTEXTO HISTÓRICO DA INTERNACIONALIZAÇÃO NA UNOCHAPECÓ Mesmo sendo uma aspiração antiga por parte de integrantes da comunidade acadêmica, a internacionalização na Unochapecó só ascendeu ao nível das prioridades no ano de 2008. Até então, as ações de internacionalização ocorriam de modo esparso e fragmentado. Naquele momento, outras instituições do país e do próprio Sistema ACAFE já possuíam experiências consolidadas nesse campo, sinalizando a urgência da Unochapecó superar essa lacuna e inserir-se no cenário internacional.
A partir da decisão de implementar atividades de internacionalização de modo permanente, inseridas, regularmente, no contexto das atividades acadêmicas, o primeiro passo dado foi a criação da Assessoria de Relações Nacionais e Internacionais da Unochapecó (ARNI), por meio da reforma político-administrativa e incluída no Regimento Geral da Universidade. Criada a Assessoria, o primeiro desafio lançado foi a institucionalização das atividades mais elementares ligadas ao tema, como a definição dos procedimentos acadêmicos e administrativos necessários à prática da mobilidade acadêmica.
Essa atividade se estendeu ao longo dos anos de 2008 a 2010 e logrou êxito em criar o Regulamento de Cooperação e Mobilidade Acadêmica, o qual institui procedimentos básicos necessários à vinda e envio de estudantes em mobilidade acadêmica. Fruto desta iniciativa, alguns convênios foram estabelecidos e os primeiros intercambistas aportaram na Unochapecó já no ano de 2009 por meio de um convênio com a AIESEC. Paralelamente, a ARNI passou a difundir a ideia da internacionalização junto à comunidade acadêmica, por meio de diversas iniciativas como mobilidade acadêmica para discentes e docentes, curso de língua estrangeira, estágios internacionais, visitas técnicas, participação em eventos internacionais e projetos com intercambistas. Outra oportunidade importante foi a celebração de convênios com instituições estrangeiras com o objetivo de possibilitar o intercâmbio discente e docente, o desenvolvimento de projetos e pesquisas conjuntos, promoção de eventos científicos, oferta de cursos conjuntos, bem como o aprimoramento de línguas estrangeiras. Com isso, a comunidade acadêmica tem tido a oportunidade de realizar intercâmbios acadêmicos e científicos, que proporcionam o desenvolvimento de parte do curso de graduação, pós-graduação ou de atividades de pesquisa em outra instituição de ensino no exterior.
A partir de então, os estudantes da Unochapecó passaram a compreender a mobilidade acadêmica como uma possibilidade de ampliar suas experiências educativas e o número de intercambistas passou a crescer, tendo-se percebido um aumento significativo de estudantes, principalmente de graduação, em mobilidade acadêmica, estágio ou cursos de idiomas no exterior. Com os programas institucionalizados, iniciou-se também a vinda de estudantes e docentes estrangeiros para a Unochapecó para participar de diferentes atividades.
Nessa perspectiva, o Laboratório de Línguas da Unochapecó (LABLIN), que desde sua fundação em 2005 tem ofertado cursos de línguas estrangeiras, ampliou essas propostas e possibilitou o acesso virtual.
A instituição também passou a oferecer aprendizagem de línguas por meio de uma plataforma virtual, com a oferta de mais de 20 diferentes idiomas, de forma gratuita, dando, assim, mais possibilidade de acesso para toda a comunidade acadêmica.
Ao longo desses anos, os Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu também apresentaram avanços expressivos e inovadores no cenário internacional, com diferentes ações e projetos que contribuem de forma positiva para a internacionalização do ensino superior. Existe uma forte relação entre professores e pesquisadores internacionais para o desenvolvimento de pesquisas e projetos conjuntos, assim como publicações conjuntas, participação em redes internacionais, co-orientação de dissertações/teses e bancas avaliadoras e realização de eventos internacionais. Essas ações fortalecem as pesquisas e aumentam a visibilidade e credibilidade do estudo, além de promoverem o intercâmbio dos pesquisadores e também dos discentes, gerando novas ações entre si. O intercâmbio de discentes têm aumentado e a presença de professores internacionais na instituição também.
Todas essas ações foram facilitadas pelo acesso e uso de tecnologias digitais, possibilitando o fortalecimento dessas ações e, de maneira significativa, ampliando a cooperação e a internacionalização em casa e no currículo.
3.1 Abrangência Em relação à abrangência das ações de internacionalização na Unochapecó, essas serão executadas por meio do desenvolvimento pessoal e profissional, em todos os níveis de ensino, pesquisa, extensão, pós-graduação e inovação, levando em consideração as respectivas especificidades:
Diretoria de Desenvolvimento Humano Uma das maneiras encontradas pela Instituição para incentivar o desenvolvimento pessoal e profissional foi proporcionar aos funcionários, por meio da capacitação continuada, o ensino de línguas e a aproximação com diferentes culturas.
No âmbito da gestão de pessoas, ações de internacionalização, como a oferta de cursos de extensão oferecidos pelo Laboratório de Línguas da Unochapecó (LABLIN) e a Plataforma de Estudos de idiomas, são atividades que contribuem para o aprendizado e aprimoramento das habilidades linguísticas. Sabe-se das vantagens que um idioma estrangeiro proporciona para o contexto do trabalho e o seu diferencial para a atuação profissional, por isso oportunizá-los pode fazer a diferença na vida profissional e pessoal das pessoas.
Colégio Unochapecó O Colégio Uno atende a etapa do Ensino Médio da Educação Básica. Esta etapa do ensino está organizada em 3 (três) anos com 1.000 horas/ano. Ao longo desse período, o estudante cumpre uma carga horária de 1.800 horas para conhecimentos da formação geral básica (áreas de conhecimento) e 1.200 horas dos itinerários formativos (parte flexível do currículo), em que os estudantes devem fazer escolhas a partir de seus projetos de vida.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que é a referência para a Educação Básica no Brasil, apresenta 10 (dez) competências gerais que devem ser alcançadas ao final desta etapa de escolarização. Neste documento, percebe-se um destaque para a vivência e estudo das diferentes culturas, linguagens, tecnologias digitais, dentre outros aspectos, formando um sujeito que, a partir das vivências práticas e da solução de problemas, possa intervir na sociedade de forma crítica, reflexiva, autônoma e protagonista.
Neste sentido, as ações de internacionalização no Colégio Unochapecó constituirão-se a partir das trocas de experiência com outras escolas que também promovam um ensino diferenciado baseado nas experiências das metodologias ativas e inovadoras. Além de oferecer a oportunidade do estudo de idiomas por meio de plataforma on-line e cursos presenciais, há a possibilidade de incentivo e apoio a programas de estudos no exterior, que permitam o aprendizado da língua e da cultura de outros países, por meio do convívio em escolas, comunidades e famílias.
Programas de Pós-Graduação Lato Sensu A Unochapecó oferta cursos de pós-graduação lato sensu nas modalidades presencial e EaD nas mais diversas áreas de atuação profissional. A internacionalização será fomentada por meio do incentivo à mobilidade acadêmica, oferta de cursos próprios com vivências internacionais e busca de parcerias com universidades estrangeiras para oferta conjunta de cursos de pós-graduação lato sensu.
Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu A Unochapecó possui 7 (sete) Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu recomendados pela CAPES, sendo eles: Ciências Ambientais; Políticas Sociais e Dinâmicas Regionais; Educação; Ciências da Saúde; Ciências Contábeis e Administração; Direito; e Tecnologia e Gestão da Inovação.
Acerca da internacionalização dos Programas, conforme expresso no PDI, pretende-se firmar parcerias para internacionalização no âmbito dos programas stricto sensu por meio do incentivo ao desenvolvimento de projetos de pesquisa e produção conjunta com pesquisadores de Universidades estrangeiras; realização e participação de eventos científicos internacionais em parceria; participação em redes de pesquisa internacionais; realização de atividades de difusão e de transferência de conhecimento e tecnologia em nível internacional; incentivo à mobilidade acadêmica e oferta de componentes curriculares em língua estrangeira, além de outras atividades de interesse institucional.
Extensão Universitária A Extensão Universitária na Unochapecó objetiva transformar o saber acadêmico em bem público, ampliando a formação do ser humano para a prática do exercício profissional. Dentre os objetivos e diretrizes da extensão universitária, destacam-se a busca pela ampliação e fortalecimento das ações de extensão interinstitucionais e as atividades voltadas para o intercâmbio e internacionalização por meio de redes ou parcerias, as quais podem ser desenvolvidas tanto pela promoção de eventos e cursos quanto pela promoção de ações de projetos e programas de extensão em parceria com instituições estrangeiras.
Destaca-se, ainda, que a extensão universitária refere-se a um processo educativo, político, cultural, científico e tecnológico, de caráter interdisciplinar, transformador contínuo, envolvendo universidade e sociedade, realizado em articulação com o ensino e a pesquisa, tendo em vista o compartilhamento de saberes e de ações voltadas à transformação social. Nesse movimento de constante construção institucional, a extensão tem um papel fundamental,
considerando seu potencial em restabelecer canais de diálogo com a comunidade.
4 OBJETIVOS
4.1 Objetivo Geral Implementar a internacionalização da Unochapecó por meio da promoção de experiências internacionais, contribuindo para a formação acadêmica, cultural e pessoal dos discentes, docentes e técnico-administrativos.
4.2 Objetivos Específicos Contribuir para o desenvolvimento acadêmico, científico e tecnológico da região;
Promover a mobilidade discente, docente e de técnicos-administrativos da Unochapecó;
Constituir-se num diferencial competitivo da Universidade, fortalecendo a marca Unochapecó;
Implementar a cooperação internacional em pesquisa e inovação em todos os níveis de ensino;
Consolidar a oferta de ensino virtual conectada com as demandas mundiais;
Contribuir para o desenvolvimento acadêmico por meio de experiências de aprendizagem inovadoras.
5 PRESSUPOSTOS A Política de Internacionalização da Unochapecó tem como base os seguintes pressupostos:
5.1 Interculturalidade A interculturalidade ocorre na universidade por meio das relações dialógicas e igualitárias, entre pessoas e grupos que pertencem a universos culturais diferentes, respeitando a diversidade cultural inerente a esta realidade.
5.2 Aprendizagem inovadora Uma abordagem de educação de excelência, a aprendizagem inovadora desenvolve-se por meio do uso de tecnologias digitais, metodologias ativas, internacionalização do currículo e do desenvolvimento de competências baseadas em experiências.
5.3 Educação para cidadania global Desenvolve-se na formação acadêmica, no respeito à diversidade, no engajamento da universidade com a comunidade local e com o desenvolvimento regional, caracterizando-se pela promoção de soluções para necessidades locais e globais a fim de melhorar a qualidade de vida dos indivíduos.
5.4 Interdisciplinaridade Promove a construção do conhecimento por meio da interação de diversas áreas do conhecimento e reconhece a importância do papel do docente e sua formação continuada para assegurar a atuação ativa e interdisciplinar do discente.
6 DIRETRIZES As diretrizes que orientam o processo de planejamento, implementação, desenvolvimento e avaliação das ações de internacionalização são:
a) Ampliar a internacionalização de cursos de graduação, programas de pós-graduação lato e stricto sensu e extensão;
b) Promover a internacionalização docente e discente por meio do desenvolvimento de projetos de pesquisa e inovação;
c) Sensibilizar a comunidade acadêmica para o engajamento nas ações de internacionalização;
d) Promover a cultura de internacionalização na instituição, fomentando um ambiente multilíngue nos diversos setores da universidade.
e) Promover a internacionalização no Colégio Unochapecó por meio de ações interdisciplinares nas áreas de conhecimento, nos itinerários formativos e nas experiências extraescolares.
7 AÇÕES DE INTERNACIONALIZAÇÃO A partir dos objetivos propostos, conceitos, pressupostos e diretrizes apresentados nesta Política de Internacionalização, estabelecem-se as seguintes ações:
Participação de discentes e docentes em editais, em projetos de pesquisa e em redes de cooperação internacionais;
Produção intelectual em veículos de circulação internacional - coautoria com pesquisadores estrangeiros;
Promoção da mobilidade in e out de discentes, docentes e técnicos administrativos;
Integração de discentes e docentes estrangeiros em atividades acadêmicas na Unochapecó;
Fortalecimento do ensino de idiomas;
Oferta de componentes curriculares em outros idiomas;
Participação de discentes e docentes em diferentes atividades de curta duração em Instituições de Ensino Superior estrangeiras;
Incentivo à realização de eventos internacionais;
Realização de mobilidade virtual;
Oferta de cursos de Língua Portuguesa para estrangeiros;
Realização de cursos/programas com dupla titulação;
Criação de website bilíngue (português e inglês);
Capacitação docente para o fortalecimento da internacionalização em suas disciplinas;
Consolidação de parcerias estratégicas;
Desenvolvimento de ações para a promoção da internacionalização em casa e internacionalização do currículo;
Participação de docentes e pesquisadores estrangeiros como membros de bancas de defesa de dissertações e teses.
8 MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DA INTERNACIONALIZAÇÃO O monitoramento e avaliação da internacionalização será realizado pela Assessoria de Relações Nacionais e Internacionais da Unochapecó, a qual irá obter dados e informações adicionais com os coordenadores dos cursos de graduação e programas de pós-graduação lato e stricto sensu.
O monitoramento dar-se-á com base no planejamento das ações anuais, sempre levando em consideração o contexto (inter)nacional do sistema educacional e perfil institucional; estratégias e políticas de internacionalização; estrutura organizacional e de apoio; programas acadêmicos e estudantes; pesquisa e colaboração acadêmica; gestão de recursos humanos; contratos e serviços. Esse monitoramento trará indicadores que podem ser usados para implementação da Internacionalização na Unochapecó.
9 FINANCIAMENTO DA INTERNACIONALIZAÇÃO A partir do planejamento anual e das prioridades estabelecidas, serão executadas ações de diferentes fontes de fomento, tais como:
Recursos institucionais;
Recursos provenientes de contratos e convênios públicos/privados e/ou parcerias institucionais;
Recursos provenientes da prestação de serviços;
Recursos de financiamento dos próprios estudantes;
Agências de fomento.
10 RECOMENDAÇÕES INSTITUCIONAIS PARA IMPLEMENTAÇÃO DA INTERNACIONALIZAÇÃO Alguns itens podem ser neste momento identificados como necessários e recomendados para que se possa de maneira contínua implementar um processo de internacionalização na Unochapecó, apontam-se alguns:
Atração de talentos, por meio da participação de pesquisadores e docentes estrangeiros para desenvolvimento de projetos conjuntos de colaboração científica;
Desenvolvimento de atividades de extensão nas principais áreas de pertinência social e tecnológica para a parceria com instituições ou grupos estrangeiros;
Ampliação do uso de ferramentas tecnológicas de informação e ensino a distância para o desenvolvimento de cursos, oferta de componentes curriculares ou outras atividades acadêmicas com instituições internacionais parceiras;
Fortalecimento das parcerias já existentes e na proposição de projetos de cooperação internacional com IES parceiras internacionais.
11 REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018.
BRASIL. Programa Ciência sem Fronteiras (CsF) 2011-2014. Brasília: Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação; Ministério da Educação, 2011. Disponível em:
Acesso em: 5 abr. 2020.
BRASIL. Programa Institucional de Internacionalização - CAPES - PrInt. Brasília: Ministério da Educação, 2017. Disponível em:
Acesso em: 5 dez. 2019.
GUIDE to Brazilian Higher Education Courses in English. 2018. Disponível em:
Acesso em: 10 abr. 2021.
LEAL, F. G, STALLIVIERI, L, MORAES, M. C. B. Indicadores de internacionalização: o que os Rankings Acadêmicos Medem? Revista Internacional de Educação Superior, Campinas, v. 4, nº 1, p. 1-16, 2017.
OECD; INTERNATIONAL BANK FOR RECONSTRUCTION AND DEVELOPMENT; THE WORLD BANK. Reviews of national policies for education: Tertiary education in Colombia 2012. Paris: OECD Publishing, 2012. DOI: http://dx.doi.org/10.1787/9789264180697-en UNOCHAPECÓ - Universidade Comunitária da Região de Chapecó. Plano de Desenvolvimento Institucional (2019-2023). Chapecó: UNOCHAPECÓ, 2018. Disponível em:
Acesso em: 1 junº 2021.
Atos que alteram, regulamentam ou revogam esta Resolução Consun:
Resolução Consun nº 9/2024 de 17/10/2024 - Norma em vigor
Resolução Consun nº 8/2024 de 01/08/2024 - Norma revogada SELECT status_consolidacao FROM leismeta WHERE idlei = 466174 AND idambito = 4 LIMIT 1
Atos que são alterados, regulamentados ou revogados por esta Resolução Consun:
Resolução Consun nº 8/2018 de 12/04/2018 - Norma revogada SELECT status_consolidacao FROM leismeta WHERE idlei = 11771 AND idambito = 4 LIMIT 1