Unochapecó · SC

Resolução Consun nº 8/2018

Aprova a Política de Internacionalização da Unochapecó.

As marcações no texto indicam a vigência de cada trecho:(redação dada / incluído pela norma citada)(revogado) = trecho sem vigência

RESOLUÇÃO Nº 8/CONSUN/2018

(Revogada pela Resolução Consun nº 16 /2021)

(Vide Resolução Conselho Gestor nº 67 /2019)

Aprova a Política de Internacionalização da Unochapecó.

O Presidente do Conselho Universitário da Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó), Prof. Claudio Alcides Jacoski, no uso de suas atribuições estatutárias e

considerando a aprovação da matéria no Consun Pleno, RESOLVE:

Art. 1º Aprovar a Política de Internacionalização da Unochapecó, nos termos do parecer nº 001/CONSUN/2018, conforme documento anexo.

Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Publique-se.

Chapecó - SC, 12 de abril de 2018

Prof. Claudio Alcides Jacoski

Presidente do Consun

ANEXO

RESOLUÇÃO N. 008/CONSUN/2018, DE 12 DE ABRIL DE 2018

POLÍTICA DE INTERNACIONALIZAÇÃO DA UNOCHAPECÓ

Comissão elaboradora da Política de Internacionalização da Unochapecó, nomeada pela PORTARIA Nº 100/REITORIA/2016.

Coordenação e Organização

Liana Sonza dos Santos

Técnica-administrativa - Assessora de Relações Nacionais e Internacionais da Unochapecó

Participações

Professor Luiz Henrique Maisonnett

Professor Marcio Antônio Fiori

Professor Odilon Luiz Poli

Professora Regina Yoshie Matsue

Professor Rodrigo Barrichello

1. CONTEXTUALIZAÇÃO

A Internacionalização das Instituições de Ensino Superior (IES), através das diferentes formas de cooperação, tem sido o gatilho para a melhoria da qualidade do ensino e da pesquisa. Essa qualidade pode ser verificada através dos resultados apontados pelos rankings nacionais e internacionais, que avaliam as IES e que, recentemente, passaram a incluir o quesito Internacionalização ou international outlook como um dos elementos importantes a serem pontuados. (LEAL; STALLIVIERI; MORAES, 2017).

A Internacionalização é um processo em constante evolução, que permite que a academia encontre em suas parceiras, ações de colaboração e desenvolvimento conjunto de projetos de pesquisa, além da formação de seus estudantes de forma mais ampla e com um conceito universalizado. As IES precisam ter clareza dos objetivos e das metas que pretendem alcançar. Estas perspectivas, transformadas em planos deverão ser confirmados em ações a cargo das lideranças da organização.

Nas últimas duas décadas, ações de internacionalização incorporaram o universo acadêmico, com claras e objetivas pretensões de aprimorar a realidade da educação formal superior. Algumas iniciativas foram determinantes para o desenvolvimento dessa empreitada, com marco na Europa: a Convenção de Lisboa (1997) e a Declaração de Sorbonne (1998), ambas em busca de acordo por reconhecimento de diplomas, e a Declaração de Bolonha (1999), com fins de definir um núcleo central de objetivos comuns para o ensino superior.

Ainda, na esfera internacional, destacou-se a International Association of Universities, como fórum de discussão sobre diretrizes, práticas, políticas e interesses comuns das universidades de todos os continentes; também, algumas iniciativas de cooperação latino-americana surgiram: Grupo Montevideo (1991), Grupo Tordesilhas (2000) e Rede Magalhães (2005), com finalidades de promover ações conjuntas de internacionalização e de mobilidade acadêmica.

No Brasil estima-se que a inauguração da política de cooperação internacional ocorreu nos anos 30 e desde então, o processo de internacionalização sofreu sucessivas modificações, por diversas razões, seu sistema de educação permanece pouco internacionalizado, comparado a seus países vizinhos. Porém nos últimos anos, deu passos significativos para a implantação de algumas ações e implementação de outras no cenário da internacionalização das instituições de ensino superior, como por exemplo, a criação de programas e políticas federais para a cooperação das instituições nacionais com as estrangeiras, tendo como marco o Programa Ciência sem Fronteiras (2011) e o Programa de Internacionalização da CAPES (2018); parcerias, na promoção de editais que fomentam a internacionalização, com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), e com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Várias outras ações foram realizadas em prol da internacionalização da ciência e da tecnologia no território nacional. No ano de 1978 foram criadas as primeiras Assessorias de Relações Internacionais nas Universidades Brasileiras.

O país de uma forma geral vem buscando diálogo entre as diferentes esferas da educação superior no sentido de flexibilizar o currículo, torná-lo mais atrativo e coerente com as dinâmicas do mundo moderno.

No Brasil, os planos de internacionalização procuram observar as determinações propostas pelas agências governamentais como a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que sinalizam alguns direcionamentos e apontam algumas ações para a gestão da cooperação internacional.

É fato que a Internacionalização da educação superior foi, em parte, determinada e influenciada pela globalização das economias e sociedades, pela revolução tecnológica e pela crescente importância do conhecimento. Por ser um fenômeno dinâmico e em constante evolução, fundamentado em uma combinação de motivações políticas, econômicas, socioculturais e acadêmicas, o movimento de internacionalização das IES em todo o mundo (desenvolvido e em desenvolvimento) tem ocorrido de forma a responder, diversa e localizada, a esta complexa combinação (OECD, 2012).

No entanto, é importante ressaltar que as políticas de internacionalização das IES são primordialmente determinadas pelo que se entende por ‘internacionalização’, ou seja, pela concepção fundamental do que significa internacionalizar uma instituição de ensino superior. Assim como o termo ‘internacionalização’ pode apresentar diversos significados de acordo com a área ou a ideologia de quem o usa, a internacionalização de IES também tem sido afeita a diversas interpretações.

A principal premissa é de que a internacionalização não deva ser um fim em si mesmo, mas antes uma das estratégias de desenvolvimento de um currículo de qualidade, infundido de perspectivas internacionais e interculturais, fora e dentro das fronteiras da universidade ou do país, capaz de proporcionar a seus acadêmicos a oportunidade de desenvolver conhecimentos, habilidades e atitudes que lhes permita viver, trabalhar e transitar, com sucesso, na sociedade global.

Qualquer que seja a interpretação acolhida, é inegável que a internacionalização de IES está se tornando cada vez maior em todas as partes do mundo e, de acordo com experts na área, tem grande potencial para impactar positivamente o desenvolvimento da educação superior (EAIE, 2015). Igualmente inegável é o fato de que não há modelos prontos de internacionalização. As universidades, em cada país e de acordo com as políticas educacionais estabelecidas, terão de buscar estratégias próprias de modo a responder, conforme suas peculiaridades institucionais e locais, às demandas e os desafios impostos pela globalização.

Considerando que a Internacionalização é um processo em constante evolução, as IES precisam ter clareza dos objetivos e das metas que pretendem alcançar com as ações de cooperação internacional, pois os resultados apontados pelos indicadores de excelência as projetarão e garantirão posições de destaque para a captação de novos recursos, melhores posicionamentos no cenário da educação mundial, colocando-as em patamares ainda mais elevados de qualidade educacional.

Diante disso e observando as orientações da CAPES (2017), o Plano Institucional de Internacionalização demandará de cada Instituição uma tomada de posição estratégica em torno de algumas etapas:

* discussão e apresentação do diagnóstico;

* discussão e elaboração de diretrizes institucionais de internacionalização;

* discussão e aprovação de um Plano Institucional de Internacionalização;

* elaboração da proposta de internacionalização a ser encaminhada à Capes, com pedido de financiamento, para o quadriênio indicado.

2. CONCEITO

O conceito de internacionalização inserido no ensino superior contempla diversas abordagens. Em 2003, Knight (2003, p. 2) propõe uma definição mais neutra e prática sobre o termo internacionalização, pois o entende como "processo de integrar uma dimensão internacional, intercultural ou global com o objetivo, as funções ou o oferecimento do ensino pós-secundário". Para a autora, ainda o processo de internacionalização é com frequência uma resposta ad hoc, de reação e fragmentada ao número de oportunidades internacionais disponíveis.

A internacionalização enfatiza as relações culturais, institucionais e sistemáticas entre as nações e seus povos.

Knight (2003) e Wit (2007) propõe fases que fazem parte da uma estratégia institucional:

Fonte: Adaptado de Knight e de Wit (2007)

3. INTERNACIONALIZAÇÃO NA UNOCHAPECÓ

A internacionalização das instituições de ensino superior, através das diferentes formas de cooperação, tem sido um fator importante para a melhoria da qualidade do ensino, da extensão e da pesquisa das instituições universitárias, fundamentais para o desenvolvimento de um país e da sua qualidade de vida. Para Jane Knight a internacionalização é o processo de integração de uma dimensão internacional, intercultural e/ou global em uma proposta, funções, ensino-aprendizagem, serviço de entrega do Ensino Superior em um nível institucional regional, nacional e internacional.

Para Rudzki (1998), a internacionalização promove um processo de mudança organizacional, de inovação curricular, a experiência internacional do corpo docente e técnico-administrativo, a mobilidade de estudantes a fim de alcançar a excelência no ensino, a pesquisa e em todas as atividades que fazem parte da função das universidades.

Nesta concepção, a cooperação internacional é um objetivo comum das sociedades científicas mundiais, pois, assegura a qualidade e a eficácia na renovação e na socialização do conhecimento produzido pelas instituições. Sendo assim, o papel das universidades passa a ser fundamental nestas ações, pois a elas cabe a tarefa de serem protagonistas da cooperação internacional e promotoras de um processo integrado. E por meio das ações conjuntas realizadas institucionalmente que percebe-se os benefícios de internacionalizar: melhor preparação dos alunos na formação de cidadãos globais, diversificação dos estudantes, qualidade do currículo, aumento do perfil internacional da instituição, fortalecimento da produção de conhecimento e pesquisa, cooperação internacional e prestígio dentre vários que surgirão durante a realização das ações que estão sendo feitas. A competitividade aumenta e como um diferencial importante está a internacionalização das instituições.

A capacidade de internacionalização das instituições é reflexo do nível de excelência das parcerias e das oportunidades que as universidades oferecem aos seus estudantes e professores, durante a sua vida acadêmica associada com a experiência no exterior.

Neste contexto, tornar a Unochapecó um ator eficaz no processo de internacionalização é primordial para destacar a sua missão como instituição comunitária de nível superior comprometida com a qualidade de seu ensino, pesquisa e extensão.

Mesmo sendo uma aspiração antiga por parte de integrantes da comunidade acadêmica, a internacionalização na Unochapecó só ascendeu ao nível das prioridades no ano de 2008. Até então as ações de internacionalização ocorriam de modo esparso e fragmentado. Naquele momento, contudo, outras instituições do país e do próprio sistema ACAFE já possuíam experiências consolidadas nesse campo, sinalizando a urgência da Unochapecó superar essa lacuna e inserir-se no cenário internacional.

A partir da decisão de implementar atividades de internacionalização de modo permanente, inseridas, regularmente, no contexto das atividades acadêmicas, o primeiro passo dado foi a criação da Assessoria de Relações Nacionais e Internacionais da Unochapecó (ARNI), por meio da reforma política administrativa e incluída no Regimento Geral da Universidade. Criada a Assessoria, o primeiro desafio lançado foi a institucionalização das atividades mais elementares ligadas ao tema, como a definição dos procedimentos acadêmicos e administrativos necessários à prática da mobilidade acadêmica.

Essa atividade se estendeu ao longo dos anos de 2008 a 2010 e logrou êxito em criar o Regulamento de Cooperação e Mobilidade Acadêmica, o qual institui procedimentos básicos necessário à vinda e envio de estudantes em mobilidade acadêmica. Fruto desta iniciativa, alguns convênios puderam ser estabelecidos e os primeiros intercambistas aportaram na Unochapecó já no ano de 2009 por meio de um convênio com a AIESEC. Paralelamente, a Assessoria passou a difundir a ideia da internacionalização junto à comunidade acadêmica, por meio de diversas iniciativas como mobilidade acadêmica para discentes e docentes, curso de língua estrangeira, estágios internacionais, visitas técnicas, participação em eventos internacionais e projetos com intercambistas. Outra oportunidade importante foi a celebração de convênios com instituições estrangeiras com o objetivo de possibilitar o intercâmbio discente e docente, o desenvolvimento de projetos e pesquisas conjuntos, promoção de eventos científicos, seminários, simpósios e workshops, oferta de cursos conjuntos, bem como aprimoramento de línguas estrangeiras. Com isso, a comunidade acadêmica tem tido a oportunidade de desenvolver intercâmbios acadêmicos e científicos, que proporcionam o desenvolvimento de parte do curso de graduação, pós-graduação ou de sua atividade de pesquisa em outra instituição de ensino no exterior.

A partir de então os estudantes da Unochapecó passaram a ver na mobilidade acadêmica uma possibilidade de ampliar suas experiências educativas e o número de intercambistas passou a crescer, tendo-se percebido um aumento significativo de estudantes, principalmente de graduação, em mobilidade acadêmica, estágio ou cursos de idiomas no exterior. Com os programas institucionalizados iniciou-se também a vinda de estudantes e docentes estrangeiros na Universidade para diferentes atividades.

Assim, com os procedimentos acadêmicos e administrativos encaminhados e os convênios vigentes foi possível institucionalizar algumas ações de internacionalização na Unochapecó:

* Mobilidade discente para pesquisa, estudos e estágio acadêmico;

* Mobilidade docente para ministrar disciplinas, realização de pesquisa, participação em eventos, cursos e qualificação profissional;

* Mobilidade de discentes, docentes, técnicos administrativos e público externo em viagens de estudos de idiomas;

* Visitas técnicas;

* Missão acadêmica;

* Projetos promovendo a vinda de intercambistas para a Unochapecó;

* Participação em eventos internacionais;

* Programa Família Acolhedora;

* Programa UnoWelcome;

* Programa de Estágio Internacional;

* Programa UNO-FBK;

* Evento: Governance and actors roles in sustainable development in a global - local framework;

* Estágio pós-doutoral dos programas stricto sensu;

* Redes de pesquisa.

4. OBJETIVOS

4.1 Objetivo Geral

Implementar a internacionalização da Unochapecó em prol da qualidade do ensino, pesquisa e extensão, bem como do fortalecimento da imagem e inserção institucional no cenário acadêmico-científico internacional.

4.2 Objetivos Específicos

* Promover o perfil internacional da Unochapecó e da comunidade acadêmica;

* Fortalecer a imagem internacional da Unochapecó como agente transformador da realidade social;

* Estabelecer e/ou aprimorar a infraestrutura da Unochapecó para sustentabilidade do processo de internacionalização, incluindo formulação de procedimentos e fluxos operacionais para planejamento, execução, comunicação, divulgação e monitoramento.

* Aumentar a mobilidade de discentes e docentes da Unochapecó e da presença de estudantes e docentes internacionais na Unochapecó;

* Consolidar novos acordos de cooperação estratégicos para as ações de internacionalização;

* Implementar infraestrutura internacional da Unochapecó;

* Fomentar a internacionalização no ensino (graduação e na pós-graduação - Lato Sensu e Stricto Sensu), na pesquisa e extensão.

5. A GRADUAÇÃO E O ENSINO

Da mesma forma que a mobilidade de estudantes deve ser priorizada, a mobilidade docente também deve ocorrer de forma sistemática e regular, com a finalidade de oportunizar e de fortalecer a formação global.

Uma das áreas mais importantes relacionadas às estratégias acadêmicas é a Internacionalização de Currículo. A Unochapecó deve engajar-se nesse movimento e ampliar as discussões a respeito.

Importante que ocorra algum movimento nessa direção, oportunizando a capacitação de professores que possam avançar com os estudos e que possam iniciar ações no direcionamento da Internacionalização de Currículo.

Para assegurar o bom funcionamento das ações de cooperação, as IES optam pela assinatura de documentos (Acordos, Convênios, Memorandos de Entendimento, Cartas de Intenções). Dois elementos são fundamentais no processo: a escolha adequada das instituições parceiras e o monitoramento constante dos resultados obtidos com cada Acordo.

A Unochapecó deve selecionar Instituições de maior prestígio e expressão no cenário da educação mundial e identificar parceiros que possam despertar maior interesse da comunidade acadêmica, tanto para pesquisas como para mobilidade discente e docente.

6. A PÓS-GRADUAÇÃO E A PESQUISA

Espera-se que as pesquisas, compreendendo aqui os Programas de Pós Graduação Stricto Sensu, as Áreas Acadêmicas, com os respectivos pesquisadores da Instituição mantenham contato permanente com centros de excelência; que incorporem a perspectiva internacional nas pesquisas já existentes; desenvolvam estudos em parceria com pesquisadores internacionais.

Os pesquisadores devem trabalhar para a constante participação em redes de pesquisa por áreas de conhecimento, da mesma forma que devem participar de programas e concorrer a editais para captação de recursos internacionais.

A mobilidade individual de pesquisadores é fortemente recomendada, bem como o estímulo à vinda de pesquisadores e de pós-doutorandos estrangeiros para colaboração nas pesquisas e nos programas de pós-graduação oferecidos pela Unochapecó.

A criação de mecanismos de controle da qualidade das pesquisas e o desenvolvimento de estudos em áreas que possuem vocação internacional, tais como relações internacionais, comércio exterior, direito, entre outros, deve ser fortemente estimulado.

Os Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu deverão anualmente ter ações específicas de Internacionalização, integradas com a condução institucional pela Assessoria de Relações Nacionais e Internacionais, efetivadas e comprovadas, visando um posicionamento suficientemente reconhecido junto às demais Instituições e perante a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Um Programa de Internacionalização Institucional deverá ser mantido com ações suficientemente organizadas para efetivação de uma cultura de internacionalização e repercussão em todos os setores da Universidade, associado a uma ampliação das condições de relacionamento institucional da Pós-Graduação e da Pesquisa, com Instituições de outros países.

7. DEFINIÇÃO DE INDICADORES

Para garantir a eficácia das diretrizes adotadas, torna-se necessário estabelecer instrumentos e procedimentos para avaliação dos efeitos das iniciativas de internacionalização na qualidade do ensino, pesquisa e ações de extensão da Unochapecó. Assim, recomendam-se estudos posteriores para definição de metas e indicadores de desempenho, destacando-se a seguir alguns pontos como subsídios para discussão:

* Convênios/parcerias/intercâmbios estudantis estabelecidos;

* Visitas e/ou estágios no exterior;

* Visitantes acolhidos pela Unochapecó;

* Alunos envolvidos em programas de intercâmbio;

* Captação de recursos para organização de eventos internacionais, intercâmbio acadêmico docente/estudantil e projetos que envolvam parcerias internacionais;

* Bolsas de estudo para fins de intercâmbio acadêmico docente/estudantil;

* Participações em eventos internacionais (com ou sem apresentação de trabalhos);

* Trabalhos publicados em veículos internacionais;

* Projetos de pesquisa conjuntos e financiamentos recebidos em projetos conjuntos.

7.1 Dos incentivos e benefícios para professores e funcionários

A Unochapecó deve criar políticas relacionadas a incentivos aos professores ou colaboradores como reconhecimento pelo seu empenho com projetos e ações de internacionalização.

Recomenda-se que a Instituição desenvolva formas para reconhecer o esforço feito por seus pesquisadores ou professores no sentido de projetar e promover a visibilidade institucional no cenário da educação mundial. Além de ser uma forma de reconhecimento, também incentiva a contínua participação em projetos internacionais.

7.2 Da existência de canais formais de comunicação

Utilizar os canais formais e informais de comunicação pode ser uma ferramenta crucial para o fortalecimento da internacionalização, uma vez que promove novas ações de cooperação. Pode inclusive disseminar resultados importantes para a comunidade acadêmica e para a sociedade, assegurando o monitoramento do uso de recursos e mantendo os professores e pesquisadores informados sobre oportunidades e ampliação de parcerias.

7.3 Do planejamento anual, orçamento e processo de revisão

Um orçamento definido assegura a realização das ações previstas, sem o prejuízo ou interrupção de projetos em andamento. Da mesma forma a presença do tema nos planos institucionais.

Importante que se estabeleça um Plano de Trabalho para que possa ser acompanhado e medido seus efeitos durante o passar do tempo.

8. RECOMENDAÇÕES INSTITUCIONAIS PARA IMPLEMENTAÇÃO DA INTERNACIONALIZAÇÃO

Alguns itens podem ser neste momento identificados como necessários e recomendados para que se possa de maneira contínua implementar um processo de internacionalização da Unochapecó, apontam-se alguns:

* Ampliação do número de professores estrangeiros no quadro permanente;

* Fortalecimento da presença de professores visitantes e pós-doutores estrangeiros, através de convites formais e regulares;

* Valorização dos professores com experiência no exterior (doutorado, pleno ou sanduíche, ou pós-doutorado) como fontes importantes de contatos para aumento da internacionalização;

* Formalização da participação de docentes em visitas e estágios em instituições estrangeiras como representantes oficiais da Unochapecó para o estabelecimento de novos contatos e futuros projetos;

* Atração de talentos, através da vinda de pesquisadores e docentes estrangeiros para desenvolvimento de projetos conjuntos de colaboração científica;

* Promoção de debates sobre alterações no ensino de pós-graduação, e de graduação para garantir aos estudantes e docentes as condições de formação compatíveis com a internacionalização (inclusão de temas de cunho global);

* Desenvolvimento de atividades de extensão nas principais áreas de pertinência social e tecnológica para a parceria com instituições ou grupos estrangeiros;

* Ampliação do uso de ferramentas tecnológicas de informação e ensino a distância para o desenvolvimento de cursos ou outras atividades acadêmicas com instituições internacionais parceiras;

* Ampliação e divulgação de artigos publicados em revistas internacionais indexadas;

* Ampliação e divulgação de artigos publicados em coautoria com pesquisadores estrangeiros;

* Aumento do número de publicações em periódicos internacionais com relevante fator de impacto;

* Aumento da produção científica qualificada com coautoria estrangeira;

* Incentivo à formação de grupos e núcleos de pesquisa caracterizados como sendo de referência e que poderão ser enquadrados como clusters de excelência para interlocução com pares internacionais;

* Estímulo à capacitação do quadro docente em termos de qualificação internacional.

8.1 Quanto à mobilidade

* Ampliação da presença e do número de estudantes internacionais no campus;

* Aumento da oferta e da participação em programas de mobilidade bilateral já consolidados de alunos, docentes e discentes da po?s-graduac?a?o no âmbito do plano de internacionalização;

* Fortalecimento dos mecanismos para a recepção de estudantes de outros países (em termos de disponibilização de material didático e aulas em língua estrangeira, laboratórios e infraestrutura de pesquisa, etc.)

* Definição de programas que poderão ser implementados e/ou consolidados visando a recepção de docentes estrangeiros

* Apoio à recepção de ex-bolsistas do exterior;

* Oferta de bolsas institucionais para professor visitante no exterior sênior, professor visitante no exterior júnior, professor estrangeiro visitante no Brasil, jovem talento estrangeiro, bolsas de fixação de doutor brasileiro com experiência no exterior, de professor visitante nacional sênior, graduação sanduíche, doutorado pleno no Exterior; doutorado Sanduíche no Exterior; pesquisa Pós-Doutoral no Exterior; estágio Sênior e programas estratégicos.

8.2 Quanto às parcerias estrangeiras

* Ampliação dos convênios, acordos ou ações com instituições estrangeiras de maior renome e projeção internacional;

* Fortalecimento na proposição de projetos de cooperação internacional com IES parceiras ou com futuras parcerias;

* Definição de diretrizes para a realização de novas parcerias internacionais, enfatizando áreas, instituições e países estratégicos;

* Estabelecimento de mecanismos de monitoramento e prospecção de áreas de conhecimento, instituições parceiras e oportunidades para as atividades de internacionalização;

* Definição de critérios de seleção de beneficiários das ações de fomento (relacionadas à internacionalização) com descrição de exigências a serem cumpridas pelos candidatos;

* Definição de mecanismos para a vinculação institucional duradoura de talentos recrutados (professores ou pesquisadores);

* Ampliação do desenvolvimento conjunto de pesquisa com instituições e/ou pesquisadores estrangeiros, bem como a busca por recursos de financiamento conjunto;

* Fortalecimento da implementação de parcerias e programas internacionais conjuntos envolvendo os programas de po?s-graduac?a?o;

* Fortalecimento das parcerias já existentes com instituições conveniadas internacionais;

* Desenvolvimento de parcerias com empresas e corporações nacionais e internacionais com vistas à oferta de estágios, pesquisas, atividades conjuntas.

9. REFERÊNCIAS

STALLIVIERI, Luciane. Internacionalização e Intercâmbio: dimensões e perspectivas. Curitiba: Appris, 2017.

FG Leal, L Stallivieri, MCB Moraes. Indicadores de internacionalização: o que os Rankings Acadêmicos Medem? Revista Internacional de Educação Superior, 2017

KNIGHT, JANE. Student Mobility and Internationalization: trends and tribulations. Research in Comparative and International Education. Volume 7 number 1 2012

LIMA, M.C.; CONTE FB. Períodos e Motivações da Internacionalização da Educação Superior Brasileira. 5 colloque de I´IFBAE, Grenoble, 2009.

OECD/INTERNATIONAL BANK FOR RECONSTRUCTION AND DEVELOPMENT/THE WORLD BANK (2012). "Reviews of national policies for education: Tertiary education in Colombia 2012". Paris: OECD Publishing. Retrieved from http://dx.doi.org/10.1787/9789264180697-en

RUDZKI, R.E.J. The strategic management of internationalization: towards a model of theory and practice. United Kingdom, 1998. Tese - School of Education, University of Newcastle upon Tyne.

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